Biagio, fale com minha pata!

22 de janeiro de 2010

Biagio contempla um ovo de pata.

In-Margens no. III: Caapiuar-Sushi é a terceira instância do projeto performático que Biagio Pecorelli deu início exatamente em 20 de julho de 2009. Para aqueles dos meus leitores que não o conhecem (é, dos sete, temos uma libanesa e um sullustano, então aquele abraço pros dois), tudo começou com Lunatic: you’re not here, quando – na manhã do aniversário da chegada do homem à Lua – Biagio desceu a Conde da Boa Vista vestido de astronauta para fincar uma bandeira selenita em pleno rio Capibaribe, representando toda a população lunática nessa conquista. Algum tempo depois, em In-Margens no. II: Sorry, I pushed the crab and it fell down, Biagio assumiu o atentado terrorista do sumiço da Estátua Horrenda de Chico Science na Rua da Moeda: sendo assim, fora amarrado no Poste do Chico (ôee!), humilhado e esculachado, com uma coroa de caranguejos vivos na cabeça, implorando desculpas aos passantes e prometendo “nunca mais fazer aquilo”. Biagio sobreviveu, os caranguejos também e, tal qual Cristo, Chico Science voltou à Moeda, vindo da Mansão dos Mortos no terceiro dia (mais ou menos). E agora teremos Caapiuar-Sushi, este encontro entre o japonês e o tupi, que curiosamente é a primeira perfomance que não será necessariamente pública. Participará com Biagio a atriz Camilla Rios, o jogo de xadrez será registrado pelas lentes de nosso cineasta Alex Guterres.

Mas, para nosso deleite e melhor compreensão desta e todas as outras In-Margens, segue a palavra de Biagio, inaugurando nossa seção “Fale com minha pata”. Vamos conferir o plá (ou melhor, o “quá-quá”) que rolou nesse encontro?

Pata: Qüem, quá-quá-quá qua quá quoc 03 squeac?

Biagio: In-Margens não é uma trilogia. No começo até passou pela minha cabeça essa ideia, mas não pretendo parar por aqui. Quero aprofundar esse tema, transitar em suas diversas linguagens. In-Margens tem se constituído como meu laboratório e tenho procurado cultivar, sem pressa, esse processo. Trabalhando ao lado de pessoas queridas, como o Alex Guterres (videasta), Camilla Rios (atriz), Milena Andrade (produtora), Deborah Guaraná (fotógrafa). Tudo isso tem me ensinado muito não apenas como artista, mas com pessoa. O fato de ser um projeto absolutamente independente me põe o tempo todo diante de mim e dos meus desejos e loucuras. Impõe sempre esse desafio de materializar os conceitos, de fazer do verbo carne, de mover os moinhos. Termino Caapiuar-Sushi e já tenho em mente o esboço das In-Margens IV, V e VI.

Pata: Quaqua-quá “In-Margens no. 1 “Lunatic: you’re not here”, quáquáquá-qüem.  Squeak, “Sorry, I pushed the crab and it fell down”. Quoc, quáquá-qüem qui-qui (quac, quac, quac und quoc-quoc). Quaraquáquá “Caapiuar-Sushi”? Quemquem, “sushi” und “capivara”?

Biagio: Engraçado ver você, uma pata (com todo respeito) fazer essa leitura destes dois trabalhos. Isso mostra que eles se conservam “abertos”, como aliás deve ser para mim o campo da arte, ao ponto de permitir esse entendimento de crítica à arrogância norte-americana ou ao endeusamento de Chico Science. A questão, do meu ponto de vista como criador, é outra. Mas é verdade que muito pouco se pode extrair concretamente de In-Margens, por enquanto. Creio que o todo irá mostrar melhor do que cada performance, vista isoladamente. “Lunatic” foi o pontapé inicial de um projeto sob o qual não tenho amplo domínio, um processo que me escapa, tudo que devo fazer é ir atrás dele, procurando. Observo muito a cidade e seus brinquedos (costumo ver brinquedos nas paisagens, nos monumentos, nos hábitos arraigados na cultura). A cidade é o parque de diversões do performer. Seria mais lúdico, se não tivesse também uma dor e um pathos, quem cria bole com demônios. Mas tenho aqui em mente um foco temático bem definido. O título In-Margens já remete a algo que está paradoxalmente dentro da margem. Acho isso óbvio, e gosto de ser óbvio nisso. Abordo nessa série a relação entre o típico e o universal, ou como prefiro, entre o endógeno e o exógeno (se é que essas coisas existem no mundo globalizado). Isso é tudo. É um tema já bem mastigado desde o modernismo, o tropicalismo o abordou fortemente nos anos sessenta não só através da música, mas no teatro de um Zé Celso Martinez Correa, por exemplo; o armorialismo na década seguinte quis impor reacionariamente o purismo da identidade nacional e nordestina, é um tema muito mastigado e nunca bem digerido – a verdade é essa. O próprio manguebeat dá um passo importante ao transfigurar a imagem da música de Pernambuco e de seus brinquedos populares, fundindo-os em sonoridades universais. Os caras ajudaram (sem desconsiderar o que foi feito antes pelo udigrudi) a tirar esse “cabaço” de uma cultura canavieira e purista, com essa imagem maravilhosa da parabólica na lama. Isso há quinze anos atrás. Agora essa transfiguração tornou-se status quo (basta lembrar que temos um secretário de cultura mangueboy). A história é assim. Mas, voltando, em toda a série estará presente essa questão, ora refletida na tensão entre cultura de massa X regionalismo, ora pela provocação aos elementos mais simbólicos dessa cultura local, ora, ora, ora. Acho que esse entendimento começa a nascer em mim há pelo menos uns três anos, quando vivia no sul do país e em Buenos Aires (Argentina), e nas andanças me perguntavam se eu tocava alfaia ou fazia xilogravura ou recitava cordel, posto que sou artista de Recife. Foi neste momento que percebi que não tinha raiz, que minha arte era do mundo e que Recife é um lugar do mundo e que há muitos artistas nessa cidade que fariam exatamente o que fazem (do ponto de vista estético) se produzissem em Tóquio, em Oslo, Roma, Tel Aviv ou Saturno. Descobri que estava e estou aqui por acaso – a despeito da saudade que tinha e tenho desta cidade, mesmo estando hoje nela. In-Margem Nº 3: Caapiuar-Sushi transparece mais claramente que nas duas performances anteriores esse interesse temático. É uma partida de xadrez entre uma gueixa e um ser primitivo, mítico. Ela joga com sushis e ele, digo, eu jogo com pedaços de bonecos humanos. Ninguém vence. Eu saio bem alimentado, ela fica sozinha. Evito, sobretudo nesta performance, argumentações mais racionais. Respeite meu sonho.

Pata: Quaraquaquá “happening”. Quac?

Biagio: Essa coisa de “happening” e performance são nomes que foram dados – porque não suportamos conviver com a obscuridade dos fenômenos, com coisas sem palavras – lá pela metade do século passado a experiências artísticas que não cabiam em nenhum campo da arte especificado até então. “Happening” passou a designar experiências mais espontâneas, as experiências originais que vêm desde o futurismo italiano, o construtivismo russo, o dadaísmo, o surrealismo enfim. “Performance” é aquilo que começou a se consolidar como linguagem já a partir dos anos 70. Não tenho grande experiência com isso, patinha, estou apenas começando. In-Margens é o meu primeiro projeto mais sólido na área. Antes apresentei, dentre outras, PROCURO-ME, aqui em Recife, no SPA2007 e em Buenos Aires, no mesmo ano, sempre em parceria com o também pernambucano Ângelo Fábio. Nos anos de 2008 e 2009 fui me tornando “especialista”, vamos dizer assim, devido à minha experiência original com literatura, nessa coisa de fundir o ato de recitar poesia na performance, prefiro dizer, “dar corpo ao poema” – porque é isso que procuro fazer. Ainda como um experimento, por isso não repito, porque não acho que tenha feito nada ainda digno de ser visto uma segunda vez. Do meu ponto de vista, a linguagem da performance já não tem a mesma função iconoclasta e demolidora que tinha em sua gênese. Estamos em outro contexto histórico, para mim, um contexto de reconstrução, o século XX deixou tudo espalhado e cumpriu assim sua tarefa. Entretanto, cabe dizer que faço questão de guardar um pé ali, naqueles movimentos, quero dizer: arte para mim precisa provocar, ou transcender, subverter uma ordem que não é necessariamente a ordem política ou moral stricto sensu, mas a ordem do “olhar” e do corpo. É uma longa conversa. Tem um quê de metafísica, entende? Não basta “ser interessante”, como diziam os minimalistas, interessante uma bunda bem-feitinha ou uma caneta com cheirinho de chiclete também o são. Está cheio dessas “coisas legais de se ver” na arte contemporânea. Acho isso um tédio.

Pata: Quáqua “performance” querequec und quac quac. Qui-quae-quod, Alejandro Jodorowski oder “Homem-Aranha Gay”, squauck qüem-qüem “Performance” und “Happening”?

Biagio: Creio que já respondi parcialmente. Sobre o Alejandro Jodorowski não posso falar nada, conheço só de nome. Sobre o Pânico na TV, não acho, sinceramente, que suas ações possam ser consideradas performance, ou pelo menos, não “performance art”. Isso é foda. A polissemia desse termo é impressionante. Você coloca no Google “performance” e vai aparecer de tudo, de produtos eróticos à automobilísticos; de musas do cinema pornô à jogadores de futebol americano; produtos eletroeletrônicos, espetáculos de circo, dança, foto de baiana fazendo acarajé em Amaralina, tudo. São geralmente coisas ligadas a idéia de “desempenho”. Performance como linguagem artística é outra coisa bem diferente. No cotidiano, quando vemos alguém fazendo uma coisa esquisita ou trangressiva não é raro a gente ouvir alguém comentar “é uma performance”. É aquele tipo de palavra que serve para tudo e não diz nada. Performance como linguagem artística é outra coisa bem diferente – repito. E a fórmula não está se desgastando, porque performance não tem fórmula. Acho que o que está se desgastando é a criatividade de muitos artistas na atualidade, que pensam num conceito qualquer, inventam uma performance que todo mundo vai olhar e vai dizer “que bonitinho, eu quero participar” e daí? A questão não é ser “interativo”, não é explodir os espaços tradicionais da exposição artística (galerias, teatros, palcos), não é fundir as linguagens, isso tudo já foi feito demais. Chega de se limitar ao tema da Não-Arte. Tudo bem, só espíritos velhacos hoje ainda têm aquela ideia de que arte tem que estar na tela ou esculpida em bronze ou barro, ou escrita em versos sublimes e metrificados, ou tocada a violino e com compasso definido. Já incorporamos o visual ao poema, o corpo (inclusive o corpo do “espectador”) às artes plásticas, o ruído e o silêncio à musica, o caos ao teatro. A questão agora é o que você quer manifestar com essa arte e se você consegue manifestar e atingir as pessoas, seja num tema mais intelectivo, reflexivo, seja puro ritual ou sensações físicas. Isso existe ainda, claro, e não é pouco não. Mas também há muito engodo, muita arte “legalzinha”, pra entreter. Voltando ao Pânico na TV, não há pesquisa de linguagem – pelo menos não estética – o que há é “provocação”, estritamente humorística, e necessidade de audiência. Não vejo problema nisso, só não conto como performance, tampouco como arte. Ademais, prefiro o CQC [risos].

Pata: Quemadmodum quac-quac 3,1416… quiquic… quaraquá no tchá-tchá-tchá?

Biagio: Música foi minha porta de entrada na arte, hoje dedico muito pouco investimento a esse campo. Tenho muita coisa escrita e inédita, minha cara patinha. Terminei de compilar recentemente poemas que fiz ao longo de 2008 e 2009 e queria lançar esse ano ainda. Mas tenho um romance parado, uma novela, três livros de contos terminados, fora o material de poesia e fotografia que foi produzido na Argentina (tão longe dentro do olho do xié) ainda em 2007 e permanece até hoje inédito. Quando dei conta dessa volúpia toda em escrever, me perguntei onde quero chegar com isso. Fui à praia, chupei um picolé de milho verde, vi umas cores que não existem [risos] e não escrevi mais nenhuma palavra, há meses, desde a FREEPORTO. Tenho dedicado tempo e vida à leitura e a pequenos prazeres da vida (sexo, drogas e Ângela Ro Ro, que tenho escutado muito). Nesse momento, depois de tanto escrever, acredito que estou começando, só sei assinar meu nome, moça. Deve ser o Retorno de Saturno.

Pata: Squonc quicquid quá-quá?

Biagio: Pergunta já respondida. Posso pedir uma coisa? Põe um ovo pra mim.

Pata: Quaquaqui, quaqua-qüá?

Biagio: Adoro ovo. Qualquer tipo de ovo. Mexido, cozido, de pato, de codorna, de galinha, de páscoa. Raramente como, mas olho com bastante atenção.

Pata: Quá-quá quaac.  Qüem Qüem!

Biagio: Obrigado.


Sinais de que seu planeta pode ir pro espaço!

17 de janeiro de 2010

Segura na mão de Elvis, segura na mão de Elvis...

O frege do momento em todo o mundo, afora o filme do Lula e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, é sem sombra de dúvidas o fim do mundo (como o conhecemos). É, dois mil e doze pelo visto não verá o especial de fim-de-ano do Roberto Carlos. Ou pode ser que o Calendário Maia acabe em 21 de dezembro de 2012 porque faltou espaço pro doido lá continuar escrevendo, mas isso nunca saberemos.

Mas como saber disso com certeza, meus 6 e 6/8 leitores? Nostradamus furou feio com 1999, a menos que por “Fim do Mundo” leia-se “A Ameaça Fantasma”. Os charlatões de alugel não acertam mais nem o vencedor do Big Brother. E aí, como a gente fica? Foi pensando nisso que eu me lembrei das antigas tradições que rezam que Deus impregnou o Livro Sagrado de respostas que podem ser obtidas através de cautelosa análise do chamado “código da Bílbia”. Como eu não sou rabino, cabalista ou estudioso de numerologia e do Talmude, tomei o caminho mais rápido: comprei a Bíblia na voz de Cid Moreira e o toquei ao contrário no começo do Evangelho de João (quando ele descreve a vinda do Príncipe Negro de Todos os Sortilégios).

Para meu espanto, ouvi nitidamente uma mensagem secreta narrada pelo Wagner Montes. E, para meu maior espanto ao em vez de ouvir “Paul está morto” ou “escove seus dentes entre as refeições”, eu ouvi claramente a voz de Wagner descrever os principais sinais que indicam a aproximação do cataclisma mundial (traduzindo o português de Portugal, “quando mundo vai descer inteiro pela descarga”). O sinais são claros e pertubadores. Bem, como já dizia o Sílvio Luís, confira comigo no replay!

1o. sinal: “Então nascerá na cidade de Viçosa um bezerro maldito de duas cabeças, ambas com a cara do Sílvio Santos”;

2o. sinal: “Da primeira vez o mundo foi consumido pelas águas; da segunda a terra será consumida pelo fogo, mas rolarão uns espetinhos de gato e uns marshmallows para todo mundo assar enquanto espera”;

3o. sinal: “Na terceira hora do terceiro dia [que diabos isso quer dizer eu não faço a mínima ideia] o Reino Virá à Terra e aos homens de bem, na pessoa do verdadeiro Rei, o que morreu sem nunca ter morrido, que se revelará a todos com um disco só de inéditas produzido pelo Timbaland, contendo três remixes e participações especiais de Snoop Dogg Dog e Mallu Magalhães”;

4o. sinal: “A Besta do Apocalispe se revelará com suas treze cabeças e seus trinta e dois chifres, mas parcelada no carnê em até 30-60-90-120 dias, sem juros”;

5o. sinal: “Se nada disso acontecer, não temei, porque essa porcaria de sol, em uns porrilhões de anos, vai explodir mesmo e levar pra merda o planeta, dando sumiço a toda vaidade humana, aos elefantes, às suas nações, aos seus monunentos, à sua literatura e à sua coleção de Playboy, como se nada desta mixórdia tivesse acontecido, então larga mão de se achar a última bolacha do pacote e vai ser uma pessoa boa na vida, seu cretino”.

Bem, caso você constate um desses sintomas em seu planeta, ligue pra Defensoria Pública mais próxima e peça para que redirecionem a sua ligação para o Vaticano. No máximo, o Papa vai mandar dizer que está ocupado fazendo seu Sudoku. É, ninguém é perfeito e a vida é assim.


Quinta-pra-Sexta Musical ataca de James Brown!

15 de janeiro de 2010

Sempre falaram o possível e o impossível de Michael Jackson e sua trajetória transmorfa preto-branco-extraterrestre, mas será possível que ninguém nunca notou um quê de Hebe Camargo no James Brown? Véio, o Rei, o Padrinho, o Funky President era uma graxxxinha, rapaz. Mas duas coisas são certas: a primeira é que um selinho do Sex Machine com certeza termina em processo de assédio sexual (o homem não dava ponto sem nó). A segunda é que James Brown jamais conseguiria ficar parado sentado num sofá por mais de dois minutos.

É ilson aílson! Hoje o Quinta-pra-Sexta Musical é todo do Padrinho do Soul, o primeiro presidente negro dos EUA por aclamação geral porque ele era o Funky President. Também, depois do Nixon, cada um podia ter o presidente que merecia. E pra ilustrar todo o talento de nosso funk-soul-brother da vez, só posso dizer que o páreo foi dureza, mas preferi não recorrer às soluções fáceis. Nada de “Sex Machine” (em bom português, “Máquina de fazer neném”), nada de “I feel good” (em bom português, “Tô legalzão”): a escolhida da vez foi “Get up offa that thing (release the pressure)”.

A música rolou em 1976, lançada inicialmente num sngle duplo, e frequentou por um tmepo lista de R&B da velha e boa Billboard. A letra é muito simples, ela basicamente apenas exorta a você, querido ouvinte, que pare com essa sua merdinha e chacoalhe até cê ficar numa boa, e aliviar a pressão. Solamente. Então faça o que o Rei mandou e “sacuda seu fazedor de dinheiro”, como o Rei dizia, curtindo essa gravação ao vivo que, pra mim, é a mais groove, funk e jive e os cambaus. E olhe que ele tava uma Hebe blackpower e de bigode!

Com vocês, o Padrinho do Soul em “Get up offa that thing (release the pressure)” – em bom português,  “Sai dessa (abre uma Skol)”.

P.S.: mudando de pau pra cacete, tem dia que cê fica com uma música na cabeça e ela só para quando você pratica o mal e a dissemina feito cólera, né? É, eu tô com uma no coco humano tem uns dias já, e gostaria de repassá-la pra vocês, meus queridos 5 leitores e 3/4. A música é um clássico de Sérgio Reis (ê, Serjão!), chamada “Coração de papel”. Ou, em bom português, “Tu acha que eu tenho cara de otário?”. O ideal seria mandar ver a gravação do Serjão (ê, Serjão!), mas eu gostava muito da versão que tocava na abertura da série “Os aspones”, com uma dona de voz muito gostosa e meio chorosa, que caía como uma luva. Entonce lá vai, a abertura da série e o som do Serjão (ê, Serjão):

É isso aí, eu digo e repito sempre: se você pensa que meu coração é papel, não vá pensando, pois não é. Morou?