Laboratório Literatura & Crítica

Nasce um crítico. Estará Wellington de Melo brincando de Deus?

É, após um longo e tenebroso inverno nuclear, causado pelo Carnaval Apocalíptico do Recife,o Observatório Wookiee volta com toda a potência (danadão!), para deixar todos os meus 15,7 leitores bem-informados e alimentados. Incluindo a japonesa, a libanesa e o sullustano. E qual é a maior novidade pra se contar aqui? Respondo-vos:

O Laboratório Literatura & Crítica! Encabeçado por Wellington de Melo e que conta com a colaboração de uma gangue sangue-bão barra pesada (a saber, Bruno Piffardini – em bom português, “eu mesmo”, Cristiano Ramos, Cristhiano Aguiar e Jomard Muniz de Britto), o objetivo do Laboratório é o seguinte: aproximar a Crítica Literária de seu objetivo original (ou que pressupomos original), ou seja, restabelecer a comunicação entre pontos de vista e leituras de mundo, entre público e estudioso, retirando-a do ambiente asséptico das Academias e Universidades. Abolir uma supremacia falaciosa do crítico enquanto erudito detentor – e retentor – de um conhecimento privilegiado, tornando possível a troca de experiências.

Porque afinal, o que é a Crítica Literária senão uma leitura de uma obra, calcada em parâmetros mais objetivos? Uma investigação mais atenta e que não deve fugir do sensível, sem cair na esparrela de uma crítica impressionista? Roland Barthes (grande figura humana), ao tempo de seu “S/Z”, tentara desenvolver uma “teoria da leitura” baseado, numa imagem interessantíssima, naqueles momentos em que o leitor, entretido com a obra, levanta a cabeça de sua leitura e para pra refletir. Bem, teorias da leitura ou não, o exercício da crítica literária também é esse: reunir uma linha coerente de raciocínio baseada nessas reflexões pontuais, uma leitura pontuada por esses momentos de cabeça erguida, e se prestando a tornar público o seu modo de interpretar, sabendo que sua interpretação também será passível de outras interpretações. Se a obra literária (ou a obra de arte em geral) tem sua existência e valor estabelecida por uma determinada polissemia (ou seja, a obra é, grosso modo, uma nova obra a cada leitura, dependendo da interpretação e n elementos vindos de seu leitor), o papel da Crítica é, também, colaborar para ampliar esse leque polissêmico, sabendo também de sua própria multiplicidade de facetas.

Ora, a crítica não lida com absolutismos. Desconfie muito dos críticos que fecham portas e janelas, para sufocar seus conteúdos.

E, já que estamos falando sobre o que é a crítica, “Crítica pra quê?” é o tema da primeira edição do Laboratório! O professor da UFPE Anco Márcio e o jornalista Schneider Carpeggiani discutirão esse tema, junto a Cristhiano Aguiar, o medidador, juiz, júri e carrasco deste debate. E aí? Pra que serve a Crítica? Como é o embate ou a aliança entre academia e periodismo? Só indo lá pra ver… no Teatro Hermilo Borba Filho, dia 13 de abril, às 19 horas. Cconfira o site aqui, inscreva-se já e, querendo mais detalhes, visite nossa linda e sesquipedal Agenda Cultural!

Foto: Empire.com

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