Quinta-pra-Sexta Musical ataca de James Brown!

15 de janeiro de 2010

Sempre falaram o possível e o impossível de Michael Jackson e sua trajetória transmorfa preto-branco-extraterrestre, mas será possível que ninguém nunca notou um quê de Hebe Camargo no James Brown? Véio, o Rei, o Padrinho, o Funky President era uma graxxxinha, rapaz. Mas duas coisas são certas: a primeira é que um selinho do Sex Machine com certeza termina em processo de assédio sexual (o homem não dava ponto sem nó). A segunda é que James Brown jamais conseguiria ficar parado sentado num sofá por mais de dois minutos.

É ilson aílson! Hoje o Quinta-pra-Sexta Musical é todo do Padrinho do Soul, o primeiro presidente negro dos EUA por aclamação geral porque ele era o Funky President. Também, depois do Nixon, cada um podia ter o presidente que merecia. E pra ilustrar todo o talento de nosso funk-soul-brother da vez, só posso dizer que o páreo foi dureza, mas preferi não recorrer às soluções fáceis. Nada de “Sex Machine” (em bom português, “Máquina de fazer neném”), nada de “I feel good” (em bom português, “Tô legalzão”): a escolhida da vez foi “Get up offa that thing (release the pressure)”.

A música rolou em 1976, lançada inicialmente num sngle duplo, e frequentou por um tmepo lista de R&B da velha e boa Billboard. A letra é muito simples, ela basicamente apenas exorta a você, querido ouvinte, que pare com essa sua merdinha e chacoalhe até cê ficar numa boa, e aliviar a pressão. Solamente. Então faça o que o Rei mandou e “sacuda seu fazedor de dinheiro”, como o Rei dizia, curtindo essa gravação ao vivo que, pra mim, é a mais groove, funk e jive e os cambaus. E olhe que ele tava uma Hebe blackpower e de bigode!

Com vocês, o Padrinho do Soul em “Get up offa that thing (release the pressure)” – em bom português,  “Sai dessa (abre uma Skol)”.

P.S.: mudando de pau pra cacete, tem dia que cê fica com uma música na cabeça e ela só para quando você pratica o mal e a dissemina feito cólera, né? É, eu tô com uma no coco humano tem uns dias já, e gostaria de repassá-la pra vocês, meus queridos 5 leitores e 3/4. A música é um clássico de Sérgio Reis (ê, Serjão!), chamada “Coração de papel”. Ou, em bom português, “Tu acha que eu tenho cara de otário?”. O ideal seria mandar ver a gravação do Serjão (ê, Serjão!), mas eu gostava muito da versão que tocava na abertura da série “Os aspones”, com uma dona de voz muito gostosa e meio chorosa, que caía como uma luva. Entonce lá vai, a abertura da série e o som do Serjão (ê, Serjão):

É isso aí, eu digo e repito sempre: se você pensa que meu coração é papel, não vá pensando, pois não é. Morou?

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Quinta-pra-Sexta Musical apresenta Ray Charles, “Hit the Road, Jack”

30 de dezembro de 2009

É isso aí, primeira edição do “Quinta-pra-Sexta Musical” aqui pelo Observatório Wookiee! E pra começar com o pé esquerdo (já que seu mestre de cerimônias é canhoto), eu deixo aqui pra vocês uma pérola clássica e classe do pai do Soul, Ray Charles, mandando ver “Hit the road, Jack” (em bom português, “Pega a reta, Zé”)…

Vamos dizer algumas factos factuais: “Hit the road Jack” foi composta por Percy Mayfield (1920/1984), músico do R&B nascido na Louisiana, e que passou duas semanas consecutivas em primeiro lugar na Billboard em 1961, além de cinco semanas nem primeiro lugar na lista “R&B Sides” (agradeçamos ao Senhor por ter criado a Wikipedia, site quase tão bom quanto a Wookieepedia!). Na gravação você verá Ray Charles cantando com suas backing vocals, conhecidas como “The Raelettes” – ou seja, Ray Charles teve as suas próprias Chacretes. Elas têm lá suas historinhas, viu?, se bem que nunca estouraram essas coisas todas no mercado musical. Também mudaram um bocado de formação, mas quem acompanha o Ray aí é Darlene McCrea, Pat Lyles, Margie Hendricks e Gwendolyn Berry. Essa, ao que consta é a formação original, embora antes de Ray elas fossem as “The Cookies”, grupo do qual Gwendolyn não participou. Pois é, Wookiee também é cultura.

Agora vamo deixar de blá-blá-blá e cantem com o Ray (em bom português, o Rei”)!

(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)
What you say?
(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)

Woah Woman, oh woman, don’t treat me so mean,
You’re the meanest old woman that I’ve ever seen.
I guess if you say so
I have to pack ma things and go. (That’s right)

(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)
What you say?
(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)

well baby, listen baby, don’t ya treat me this-a way
Cause I’ll be back on my feet some day.
(Don’t care if you do ‘cause it’s understood)
(you ain’t got no money you just ain’t no good.)
Well, I guess if you say so
I’d have to pack my things and go. (That’s right)

(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)
What you say?
(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)

well!!
(don’t you come back no more.)
you must be joking?
(don’t you come back no more.)
what you trying to do to me?
(don’t you come back no more.)
i came to talk it over
(don’t you come back no more.)
i thaught we had a better understanding
(don’t you come back no more.)
oh baby dont be so chicken
(don’t you come back no more.)
you dont want to see me cry x2
(don’t you come back no more.)
oh baby it isnt fair
ooh yeahh


Inovando o Ano Novo

28 de dezembro de 2009

Greve dos médicos-residentes? Que nada, é ensaio pro Réveillon!

Adeus-Ano-Velho-feliz-Ano-Novo. Que tudo se realize já que não se realizou porcaria nenhuma na merda do ano passado que começou com essa mesma musiquinha infernal e não deu em absolutamente nada.

Ah, o ano novo. Que época feliz de nossas vidas, né verdade? Tem especial do Roberto Carlos, tem especial da Xuxa, tem especial do Papa, tem especial do Hugo Chávez (ah, aposto que tem!). Aquelas queimas de fogos. Milhares e milhares de reais investidos em pólvora por prefeituras e governos. Aquele fumacê que podia ter sido umas centenas de livros em escolas públicas, mas que também não virou cocaína para assessores especiais. E aquela multidão vestida de branco! Ah, que maravilha, de repente tudo parece uma convneção anual de pais-de-santo! Ou um mega-encontro de médicos-figurantes de novela do Manoel Carlos! A cidade chega a feder (mais que o usual) com toda a naftalina sacudida daquelas calças brancas que só vem utilização na noite de Reveillon (em bom português, “Reveião”).

E aí fica a pergunta: mas que caralhos faço eu? Eu, que não aguento mais essa mesmice? Eu, que não aguento mais começar o ano ouvindo o Globeleza na televisão? Eu, que sinceramente não acho legal areia misturada na farofa do meu pernil? Eu, que não visto branco desde o meu batizado aos três meses de idade ou coisa assim?!

É por isso, meus simpáticos dois e meio (2 1/2) leitores, repletos dessas dúvidas festivo-existenciais, que nós preparamos um seleto cardápio para que você, folião natalício, possa curtir seu personal-reveião, sem ter que abrir as pernas para a ditadura da moda festiva. confira e aplique nossas instigantes opções o mais rápido possível, porque lamento muito, Ivete Sangalo, mas não terá showzinho da virada em 2012…

1. Virada Maníaco-Depressiva: Ideal para você que quer fazer uma confraternização, mas não gosta de confraternizações, nem gosta de eventos sociais de qualquer espécie, nem aglomerações de qualquer espécie, nem gente de qualquer espécie. Faltando cinco minutos pro dia um, pegue uma Fanta Uva, vá pro elevador (o social, que tem espelho), suba pro último andar e, no meio do caminho, aperte emergência. Se tudo der certo, você virará o ano preso entre o nono e o décimo andar, olhando pra si mesmo e confabulando suas mazelas com os botões de sua camisa, sentindo-se abandonado até pelo porteiro, o vigia e zelador do seu prédio, ocupados em coisa melhor que um elevador empacado. Leve um The Cure pra ouvir, pra ver se rola um climinha mais “êêêê”.

2. Twenty-Four Hour Réveillon People: Isso é pra você que fica 24/7 nerdando na frente da Internet como se fosse plugado na Matrix mas que, mesmo assim, tem uma vida social (virtual e anormalmente) surpreendente! É, daqueles que o MSN parece a Lista de Schindler (extensa e cheia de condenado), e que tem como amigo do Facebook até nativos de Andorra e Liechtenstein. Faça assim: organize seus amigos do MSN por fuso horário; daí basta ficar atento e, de hora em hora, mande um Feliz Ano Novo esfuziante para todos, e com direito a webcam ligada pra acompanhar os fogos e as roupas-brancas alheias. Tenha um tradutor por perto, pra ficar mais bonito. E divirta-se virando o ano a toda hora!

3. Reveião Fora-de-Época: Mas é claro que isso existe! Ou você pensa que o mundo vira o ano (e o mesmo ano)  em 31 de dezembro para alegrar nossos calendário gregoriano, seu ianque ocidental de merda? Pois é, ao longo do ano, o ano muda várias vezes. Bom para cada cultura, excelente para você, folião de fim-de-ano! É, você não precisa esperar o ano passar inteiro para pôr sua calça branca pra respirar e respingar cidra nela – só fique atento aos costumes locais. Por exemplo, lembre-se de não levar lombo de leitão para uma ceia judaica, porque esse é um Reveião kosher. Uma boa dica é a virada da Igreja Ortodoxa, no dia 14 de janeiro, praticamente uma “Ressaca do Reveião”. convém lembrar que os ortodoxos chamam a nossa festa de “Semana Pré”.

4. Reveião Festa no Apê do Dr. Manhattan: É pura física quântica e Teoria das Cordas, rapaziada: tempo é uma ilusão, o espaço também, o ontem, o hoje e o amanhã todos coexistem aqui no agora, tudo é relativo, nada é real, inclusive seu quase-nulo círculo social.

5. O Incrível e Super-Sensorial Baile Psicodélico das Criaturas Espumantes e em Technicolor do Doutor Morfema (M.D., Ph.D.): Durma. Simples assim.

É isso aí, e lembrem-se, crianças: todo Ano Novo um dia vira Ano Velho!


Oh, vai começar tudo de novo…

9 de dezembro de 2009

Nada de carvão: menino que não se comporta, o Wookiee arranca os braços.

Pois é, a águia pousou, o Wookiee voltou, e voltou mandando um beijinho pra titia e pra vovó.

Bom, deve ser o espírito de natal, o jinglebells todo, essas árvores de Natal e esses Papais Noéis de pelúcia que vendem desde outubro, não sei, mas o fato é que nessa época do ano eu me sinto incrivelmente prolífico (prolixo não, vocês ainda não viram nada). Tão profílico que, atendendo aos pedidos de meus três (03) leitores, voltei a bloguear.

E dessa vez, prometo, não será um blog bienal. Azar, né…