Bob Dylan no “Quinta-pra-Sexta Musical”

5 de fevereiro de 2010

Peça pra ele falar "um prato de trigo para três tigres tristes".

Passei essa semana ouvindo meu albumzinho há muito perdido “John Wesley Harding” do Bob Dylan. E, incrível quanto possa parecer, eu tenho asse disco originalzinho, nada de visitas ao Torrent ou ao E-Mule. E ainda paguei uma barbada ridícula por essa belezoca. Eu recomendo o disquinho a todo vocês, meus 11,74 leitores, incluindo a libanesa, a japonesa e o sullustano, principalmente se forem fãs do nosso fanho favorito.

É um disquinho difícil de se achar por aí. O nome foi inspirado no famoso fora-da-lei john Wesley Hardin, figurinha que você não gostaria de encontrar na estrada à noite, dentro duma diligência, e que até deu umas esbarradas no mais famoso ainda Wild Bill Hicock – aquele que levou uma bala nas costas jogando pôquer em Deadwood (ê lugarzinho bão de se viver).

Mas, voltando ao fora-da-lei do título: Bob é o cara, não tem por onde. Destrói só com o violãozinho e a gaitinha. Não precisa de mais nada. Já rolaram uns papos por aí que ele sai plagiando um pessoal obscuro em suas letras (e entram uns japoneses nisso, sacumé, os caras escrevem pra caramba e a gente aqui, no Ocidente Acidentado, nem faz ideia), mas quem se importa? Os autores. Claro. Mas, afora eles, quem se importa? Os diereitos autorais. Mas fora eles… tá certo, tá certo, muita gente se importa, mas o Bob não e, no frigir dos ovos, nem eu. Quando ele me plagiar (oh, sonha com isso, sapão), eu dou um tiro nele e pronto, a la John Wesley Hardin. Quem vai se importar? Um bando de hippie anacrônico que vivia doido pra invadir a casa dele pra pedir um autógrafo, e o bob, segundo consta de uma antiga entrevista, mantinha uma espingarda ao lacance da mão, ao lado da cama, pra afugentar esse pessoal doido. Mas quem se importa em levar um tirambaço do Bob? Os japoneses plagiados talvez, and so on and on and on.

Enfim. Dizem que o Chico Buarque compreende a alma feminina. Já o Bob, esse compreende a porra toda. Só não compreende o Zé Ramalho, que bate bate bate na porta do céu. Falando nisso, eu sou uma das poucas pessoas que conheço que gosta das músicas do Bob interpretadas pelo próprio. Tirando “Hey mr. Tambourine Man”, que é perfeita com o The Byrds, e o “All Along the Watchtower”, com o Jimi Hendrix, que vale pagar um pau. “Like a Rolling Stone” mesmo, pra mim só presta com a fanhice dele. Foi mal, Mick.

Bom, sem mais, deixo aí o “Subterranean Homesick Blues”, que não é a minha favorita (espaço que reservo a “Rainy Day Women” e outras), mas o videoclipe merece a espiada. E não, não curto. Saquem no clipe a presença especial de Allen Ginsberg, poeta da Geração Beat, autor de “Howl” e “Kaddish”, que era brother de Dylan e fez altas coisas com o rapaz. Ah, o Dylan era todo conectado por ali, Jack Kerouac e tal, não deixa de ser ele próprio um beat, em minha modesta opinião, mas isso é papo pra um ensaio acadêmico inteiro. Curtam aí:

E agora uma favorita minha, que na falta de um videoclipe legal, vai na abertura do filme “Watchmen”, baseado no quadrinho homônimo e de que sou fã. A música é “The times they are a-changin'”, e a sequência de abertura do filme, embalada nesse som, é perfeita. Bom, o que esperar de um filme que tem essa música nos créditos iniciais, logo após uma abertura de pancadaria com “Unforgettable” com Nat King Cole? Com certeza, nenhum Quarteto Fantástico.

Aliás, falando em boa trilha sonora de filme, deixo a dica (e talvez um dia teça um comentário): “The Blues Brothers” (em mal português, “Os irmãos cara-de-pau”). É um tipo de filme da Xuxa, só que no lugar de Ivete Sangalo e Jota Quest (eles ainda vivem?), rola participação de James Brown, Ray Charles, Aretha Franklin e Cab Calloway. Aí, com essa, torçamos por “Xuxa e os doentes 3”, com Chico Buarque, Caetano Veloso, Miúcha e Belchior! As criancinhas irão se importar!

Foto tirada do site folkmusic.about.com


Quinta-pra-Sexta Musical ataca de James Brown!

15 de janeiro de 2010

Sempre falaram o possível e o impossível de Michael Jackson e sua trajetória transmorfa preto-branco-extraterrestre, mas será possível que ninguém nunca notou um quê de Hebe Camargo no James Brown? Véio, o Rei, o Padrinho, o Funky President era uma graxxxinha, rapaz. Mas duas coisas são certas: a primeira é que um selinho do Sex Machine com certeza termina em processo de assédio sexual (o homem não dava ponto sem nó). A segunda é que James Brown jamais conseguiria ficar parado sentado num sofá por mais de dois minutos.

É ilson aílson! Hoje o Quinta-pra-Sexta Musical é todo do Padrinho do Soul, o primeiro presidente negro dos EUA por aclamação geral porque ele era o Funky President. Também, depois do Nixon, cada um podia ter o presidente que merecia. E pra ilustrar todo o talento de nosso funk-soul-brother da vez, só posso dizer que o páreo foi dureza, mas preferi não recorrer às soluções fáceis. Nada de “Sex Machine” (em bom português, “Máquina de fazer neném”), nada de “I feel good” (em bom português, “Tô legalzão”): a escolhida da vez foi “Get up offa that thing (release the pressure)”.

A música rolou em 1976, lançada inicialmente num sngle duplo, e frequentou por um tmepo lista de R&B da velha e boa Billboard. A letra é muito simples, ela basicamente apenas exorta a você, querido ouvinte, que pare com essa sua merdinha e chacoalhe até cê ficar numa boa, e aliviar a pressão. Solamente. Então faça o que o Rei mandou e “sacuda seu fazedor de dinheiro”, como o Rei dizia, curtindo essa gravação ao vivo que, pra mim, é a mais groove, funk e jive e os cambaus. E olhe que ele tava uma Hebe blackpower e de bigode!

Com vocês, o Padrinho do Soul em “Get up offa that thing (release the pressure)” – em bom português,  “Sai dessa (abre uma Skol)”.

P.S.: mudando de pau pra cacete, tem dia que cê fica com uma música na cabeça e ela só para quando você pratica o mal e a dissemina feito cólera, né? É, eu tô com uma no coco humano tem uns dias já, e gostaria de repassá-la pra vocês, meus queridos 5 leitores e 3/4. A música é um clássico de Sérgio Reis (ê, Serjão!), chamada “Coração de papel”. Ou, em bom português, “Tu acha que eu tenho cara de otário?”. O ideal seria mandar ver a gravação do Serjão (ê, Serjão!), mas eu gostava muito da versão que tocava na abertura da série “Os aspones”, com uma dona de voz muito gostosa e meio chorosa, que caía como uma luva. Entonce lá vai, a abertura da série e o som do Serjão (ê, Serjão):

É isso aí, eu digo e repito sempre: se você pensa que meu coração é papel, não vá pensando, pois não é. Morou?


Quinta-pra-Sexta Musical apresenta Ray Charles, “Hit the Road, Jack”

30 de dezembro de 2009

É isso aí, primeira edição do “Quinta-pra-Sexta Musical” aqui pelo Observatório Wookiee! E pra começar com o pé esquerdo (já que seu mestre de cerimônias é canhoto), eu deixo aqui pra vocês uma pérola clássica e classe do pai do Soul, Ray Charles, mandando ver “Hit the road, Jack” (em bom português, “Pega a reta, Zé”)…

Vamos dizer algumas factos factuais: “Hit the road Jack” foi composta por Percy Mayfield (1920/1984), músico do R&B nascido na Louisiana, e que passou duas semanas consecutivas em primeiro lugar na Billboard em 1961, além de cinco semanas nem primeiro lugar na lista “R&B Sides” (agradeçamos ao Senhor por ter criado a Wikipedia, site quase tão bom quanto a Wookieepedia!). Na gravação você verá Ray Charles cantando com suas backing vocals, conhecidas como “The Raelettes” – ou seja, Ray Charles teve as suas próprias Chacretes. Elas têm lá suas historinhas, viu?, se bem que nunca estouraram essas coisas todas no mercado musical. Também mudaram um bocado de formação, mas quem acompanha o Ray aí é Darlene McCrea, Pat Lyles, Margie Hendricks e Gwendolyn Berry. Essa, ao que consta é a formação original, embora antes de Ray elas fossem as “The Cookies”, grupo do qual Gwendolyn não participou. Pois é, Wookiee também é cultura.

Agora vamo deixar de blá-blá-blá e cantem com o Ray (em bom português, o Rei”)!

(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)
What you say?
(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)

Woah Woman, oh woman, don’t treat me so mean,
You’re the meanest old woman that I’ve ever seen.
I guess if you say so
I have to pack ma things and go. (That’s right)

(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)
What you say?
(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)

well baby, listen baby, don’t ya treat me this-a way
Cause I’ll be back on my feet some day.
(Don’t care if you do ‘cause it’s understood)
(you ain’t got no money you just ain’t no good.)
Well, I guess if you say so
I’d have to pack my things and go. (That’s right)

(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)
What you say?
(Hit the road Jack and don’t you come back no more, no more, no more, no more.)
(Hit the road Jack and don’t you come back no more.)

well!!
(don’t you come back no more.)
you must be joking?
(don’t you come back no more.)
what you trying to do to me?
(don’t you come back no more.)
i came to talk it over
(don’t you come back no more.)
i thaught we had a better understanding
(don’t you come back no more.)
oh baby dont be so chicken
(don’t you come back no more.)
you dont want to see me cry x2
(don’t you come back no more.)
oh baby it isnt fair
ooh yeahh